ADEUS CHINA! DEBANDADA GERAL DE GRANDES EMPRESAS MUNDIAIS AEM RÍTMO ACELERADO COMEÇOU NA CHINA!


ADEUS CHINA! COMEÇOU A DEBANDADA GERAL DE GRANDES EMPRESAS MUNDIAIS EM RÍTMO ACELERADO


Sayōnara, Xi: Japão inicia ‘êxodo industrial em massa’ da China
Os planos causaram arrepios no Partido Comunista Chinês, à medida que mais economias do mundo estão prontas para seguir o exemplo japonês.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, propôs “construir uma economia menos dependente de um país, a China, para que o país possa evitar melhor as interrupções da cadeia de suprimentos”, informou a Nikkei Asia Review.

A proposta desencadeou um debate acalorado no mundo político chinês.

Os planos causaram arrepios no Partido Comunista Chinês, à medida que mais economias do mundo estão prontas para seguir o exemplo japonês. Reino Unido, UE e Estados Unidos podem seguir o exemplo.

Em Pequim, diz-se que os figurões do Partido Comunista Chinês (PCCh) estão em pânico.

Em Zhongnanhai, área no centro de Pequim onde os líderes do Partido Comunista Chinês e o governo do Estado têm seus gabinetes, “agora existem sérias preocupações sobre empresas estrangeiras que se retiram da China”, disse uma fonte econômica chinesa à Nikkei Asia Review. “O que foi particularmente discutido é a cláusula do pacote econômico de emergência do Japão que incentiva (e financia) o restabelecimento das cadeias de suprimentos”.

Se a pandemia não tivesse acontecido, a primeira visita de Estado do ditador comunista chinês, Xi Jinping, ao Japão já teria ocorrido, com Xi orgulhosamente declarando uma “nova era” das relações sino-japonesas. Ele teria aplaudido Abe, enquanto o Japão se prepararia para o próximo grande evento, as Olimpíadas de 2020.

Em vez disso, a viagem de Xi e as Olimpíadas de Tóquio foram adiadas, e as relações sino-japonesas se encontram em uma encruzilhada.

Nova Política de Abe

Os sinais da nova política de Abe eram visíveis em 5 de março.

Finalmente, o Japão conseguiu evitar o desastre do navio de cruzeiro Diamond Princess, mas ainda tinha o desafio de impedir a propagação do vírus chinês em seu território.

Naquela data, coincidentemente no mesmo dia em que o adiamento da visita de Xi ao Japão foi anunciado, o governo japonês realizou uma reunião do Conselho de Investimentos para o Futuro. Abe, que preside o conselho, disse que queria que as bases de fabricação de produtos de alto valor agregado voltassem para o Japão.

À mesa, estavam presentes líderes empresariais influentes, como Hiroaki Nakanishi, presidente da Federação Empresarial do Japão, o maior lobby comercial do país, mais conhecido como Keidanren.

“Devido ao coronavírus, menos produtos estão vindo da China para o Japão”, disse Abe. “As pessoas estão preocupadas com nossas cadeias de suprimentos”.

Dos produtos que dependem fortemente de um único país para fabricação, “devemos tentar realocar itens de alto valor agregado para o Japão”, disse o líder. “E para todo o resto, devemos diversificar para países como os da ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]”.

As observações de Abe foram claras. Elas ocorreram quando as interrupções atingiram a compra de autopeças e outros produtos dos quais o Japão depende da China, impactando seriamente as atividades corporativas do Japão.

Abe estava formando uma política de “afastar-se da China”.

Com o Japão paralisado por causa do coronavírus chinês, a China estava observando atentamente, talvez se perguntando se estava prestes a sofrer um esvaziamento industrial.

Essa tendência abalaria as bases do modelo de crescimento de longa data da China.

Pacote econômico de emergência do Japão

Em seu pacote econômico de emergência adotado em 7 de abril, o governo japonês pediu o restabelecimento de cadeias de suprimentos atingidas pela proliferação do vírus chinês. Ele destinou mais de 240 bilhões de ienes (cerca de US $ 2,2 bilhões) em seu plano de orçamento suplementar para o ano fiscal de 2020 para ajudar as empresas domésticas a mudar a produção de volta para casa ou a diversificar suas bases de produção no sudeste da Ásia.

No dia seguinte, 8 de abril, o Comitê Permanente do Politburo Central do Partido Comunista da China, principal órgão de decisão do partido, realizou uma reunião em Pequim.

Ao falar na reunião, o ditador Xi Jinping disse que “à medida que a pandemia continua sua expansão global, a economia mundial enfrenta um risco crescente de queda”. Ele acrescentou: “Fatores instáveis ​​e incertos estão aumentando notavelmente”.

Xi, que também trabalha como secretário geral do partido, enfatizou a necessidade de manter o “pensamento final” – o que significa supor o pior – e pediu “preparação em mente e trabalho para lidar com mudanças prolongadas no ambiente externo”.

O Comitê Permanente do Politburo, composto por sete membros, geralmente se reúne uma vez por semana, e é raro que a realização e o conteúdo dessas reuniões sejam relatados.

Xi deu o chamado para se preparar para “uma batalha prolongada”, enquanto assumia o pior.

EUA x China

Nos EUA, também há discussões sobre a dependência da China.

Larry Kudlow, presidente do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, expressou sua intenção de considerar os custos de realocação de empresas americanas que voltam da China para casa.

A sugestão de Kudlow se encaixa na agenda “America first” (Estados Unidos em primeiro lugar) do presidente Donald Trump.

Consequências

Se os EUA e o Japão, a maior e a terceira maior economia do mundo, respectivamente, se afastarem da China, isso terá um enorme impacto na segunda maior economia do mundo, a própria China.

O pico do surto de coronavírus chinês na China já passou. Mas Zhang Wenhong, chefe de uma equipe de especialistas clínicos chineses em coronavírus, disse que uma segunda rodada de infecções ocorrerá em novembro ou mais tarde.

O coronavírus chinês surgiu em Wuhan, na China, possivelmente em outubro do ano passado e depois se espalhou globalmente. A repressão da China em postagens de informações e mídias sociais sobre o surto até meados de janeiro e sua resposta inicial adiada à crise da saúde pública acabaram contribuindo para uma catástrofe e provocando um alvoroço internacional.

Muito dependerá de como os EUA e a China reconstruirão suas respectivas economias atingidas pelo vírus chinês. Se grandes empresas estrangeiras se retirarem da China, isso se tornará um grande obstáculo ao avanço geopolítico e econômico do Governo do Partido Comunista Chinês no mundo.

Todo o parque industrial japonês vai sair da CHINA. (estamos falando do país que mais fabrica Carros e motos do planeta, fora os eletrônicos da mais alta qualidade. Sony, Panasonic, Canon,TOSHIBA, Nikon, Fujitsu, KONICA MINOLTA,Toyota, Honda, Daihatsu, Nissan, Suzuki, Mazda, Mitsubishi, Isuzu, Kawasaki, Yamaha, etc...
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QUAL O IMPACTO DO CORONAVÍRUS NA CHINA?
O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tinha reduzido a previsão de crescimento da economia da China em 2019 e em 2020. A instituição mencionou os obstáculos impostos pela guerra comercial e pelo enfraquecimento da demanda mundial.

Segundo o FMI, a economia da China deve desacelerar para 5,8% em 2020 – de 6% na estimativa passada. E a tendência é piorar ainda mais com o surto do coronavírus.

Afinal, a cidade de Wuhan, onde apareceu o vírus, é um centro de manufatura, transporte e negócios. O município da região central do país asiático possui mais de 500 fábricas e outras instalações.

Além disso, é uma importante plataforma aeroportuária, com conexões diretas à Europa, Oriente Médio e Estados Unidos. De lá partem voos diretos para diversos países, o que pode ter contribuído para a propagação do vírus.

Também saem 60% dos trilhos de alta velocidade chineses. Confinada, Wuhan, está com atividades paralisadas. Importante centro automotivo, é berço da Dongfeng, segunda maior montadora do país e parceira das japonesas Nissan e Honda.

Para além da paralisação das indústrias da região, companhias de outras partes do país estenderam o recesso do Ano-Novo chinês, provocando uma forte queda no preço de matérias-primas.

CONSEQUÊNCIAS PARA ECONOMIA GLOBAL
O comportamento da economia chinesa é observado de perto porque a desaceleração de seu crescimento pode ter consequências de longo alcance para a economia global. Inclusive para o Brasil.

O país se tornou um motor do crescimento mundial nas últimas décadas. A demanda por produtos que vão de commodities a máquinas deu suporte para crescimento em todo o mundo.

Alguns analistas temem que uma desaceleração acentuada na China possa prejudicar uma economia mundial já lenta e aumentar o risco de recessão.

E o Brasil, como fica?


O coronavírus já apresenta consequências no Brasil. Afinal, o mercado não gosta de incerteza e ações de empresas brasileiras estão caindo com aversão a risco.

Uma vez que o Brasil vende aos chineses soja, carne, minério de ferro, as chamadas ‘commodities‘. No entanto, o preço do minério de ferro e do petróleo está em queda no mercado internacional.

Consequentemente, a Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou recentemente com uma desvalorização de 3,29%. Ou seja, maior queda desde março de 2019. O dólar comercial também apresenta alta na venda.

E para piorar, em momentos de incerteza, é comum que investidores procurem opções consideradas menos arriscadas, como os títulos dos EUA e o dólar. O que não é o caso do Brasil.





















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FRIGORIFICOS TEM QUE SE ADEQUAR A NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE O COVID19.


FRIGORIFICOS TEM QUE SE ADEQUAR A NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE O COVID19.
Governo federal divulga manual com recomendações para frigoríficos por causa da pandemia da Covid-19
Documento traz orientações elaboradas pelos Ministérios da Agricultura, ´Pecuária e Abastecimento, Economia e Saúde para evitar contágio do vírus nos estabelecimentos. Algumas recomendações são manter distanciamento dos trabalhadores na linha de produção, não compartilhamento de itens pessoais e uso obrigatório de máscaras no ambiente de trabalho
Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia (ME) e da Saúde divulgam, em conjunto, nesta segunda-feira (11) manual com recomendações para frigoríficos em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19). As orientações abordam como prevenir o contágio do vírus nos ambientes de trabalho e, assim, manter a normalidade do abastecimento alimentar, a manutenção dos empregos e da atividade econômica.
O documento traz mais de 70 medidas divididas em: caráter geral, práticas de boa higiene e conduta, cuidados nas refeições e no vestiário, sobre as comissões internas de prevenção de acidentes, transporte de trabalhadores fornecido pelo empregador, máscaras de proteção facial, trabalhadores pertencentes ao grupo de risco, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho,  procedimentos de contingência e retomada das atividades de setores ou do estabelecimento.

Entre as medidas recomendadas, estão a identificação e afastamento de trabalhadores com suspeita ou com a confirmação da doença, distanciamento de dois metros entre cada funcionário na linha de produção, entrada no estabelecimento somente com máscara de proteção facial, proibição do compartilhamento de copos, pratos e talheres não higienizados, bem como qualquer outro utensílio de cozinha, evitar a aglomeração de trabalhadores na entrada e saída do estabelecimento, entre outras.

“São procedimentos tecnicamente corretos para serem seguidos e respeitados pelos frigoríficos para garantir que as atividades sejam executadas com segurança”, afirma o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal.

Especificamente em relação às exigências de Segurança e Saúde no Trabalho, ressalta-se que as medidas adotadas não significam qualquer supressão ou autorização para o descumprimento das Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho.
>> Veja aqui o manual com orientações para frigoríficos em razão da pandemia da Covid-19
Informações à imprensa
imprensa@agricultura.gov.br

PORTADORES DE DOENÇA GRAVE TEM DIREITO À ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA A PARTIR DO DIAGNÓSTICO MÉDICO


PORTADORES DE DOENÇA GRAVE TEM DIREITO À ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA A PARTIR DO DIAGNÓSTICO MÉDICO
Benefício vale desde a comprovação da doença e não só após a emissão de laudo oficial

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) reconheceu o direito à isenção do pagamento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre os proventos de aposentadoria de uma contribuinte portadora de nefropatia grave desde 2005, quando comprovou a doença. A decisão também condenou a União a restituir valores retidos na fonte no período de 2008 a 2012.
Na decisão, a relatora do processo, desembargadora federal Diva Malerbi, ressaltou que a Lei nº 7.713/88 prevê a outorga de isenção do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão, em face de contribuintes portadores de moléstia grave.
Seguindo as súmulas 598 e 627 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a magistrada afirmou ser desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do imposto de renda, desde que o magistrado entenda estar suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova. “O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem da recidiva da enfermidade”, declarou.
A autora havia ingressado com ação na primeira instância com o objetivo de anular o débito fiscal referente ao imposto sobre a renda de 2008 a 2012, em virtude de ser portadora de nefropatia grave.
A sentença julgou procedente o pedido. A Fazenda Nacional apelou ao TRF3 alegando que apenas após o reconhecimento da isenção por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a isenção poderia ser aplicada.
No entanto, para a desembargadora federal Diva Malerbi, conforme entendimento sedimentado no STJ, “o termo inicial para ser computada a isenção do imposto de renda para as pessoas portadoras de doenças graves, e, consequentemente, a restituição dos valores recolhidos a tal título, sobre proventos de aposentadoria, deve ser a partir da data em que comprovada a doença grave, ou seja, do diagnóstico médico, e não da emissão do laudo oficial”.
Apelação Cível nº 0005036-75.2016.4.03.6100
Assessoria de Comunicação Social do TRF3


O FISCO PROTESTOU O MEU NOME E AGORA? PARCELAR É A MELHOR OPÇÃO?



Recentemente a União Federal passou a encaminhar para o Cartório de Protestos de Títulos e Documentos diversas Certidões de Dívida Ativa. Em razão disso várias empresas e até mesmo pessoas físicas estão sendo protestadas. Qual o melhor caminho para suspender o protesto? O que fazer para não sofrer os efeitos? Parcelar seria a melhor opção?

Recentemente, no fim do ano de 2019 a União Federal encaminhou milhares de Certidões de Dívida Ativa (CDA) para protestos e surpreendeu inúmeros contribuintes que tinham débito com a União há muitos anos e nunca haviam sofrido qualquer constrição. Inclusive, inúmeras pessoas físicas que eram sócias de empresas que possuem dívida com a União, também tiveram o seu nome protestado.
Tal fato gerou grande transtorno para vários cidadãos, inclusive para as pessoas que já encerraram a atividade empresarial, e foram surpreendidas com a responsabilização da dívida da pessoa jurídica em nome da pessoa física.
É sabido que o parcelamento do débito fiscal suspende a sua exigibilidade, conforme prescreve o artigo 151VI do Código Tributário Nacional. Dessa forma, com o intuito de suspender os efeitos do protesto e até mesmo de viabilizar a atividade empresarial, muitas empresas e pessoas físicas parcelaram o débito junto a União. Contudo, faz-se necessário questionar: Seria o parcelamento a melhor opção?
Depende!
No Direito Tributário não existe uma regra padrão para todos os casos. Cada situação demanda uma análise individualizada. Mas de pronto já é possível afirmar que na maioria dos casos o parcelamento não é a melhor opção.
Isto porque, inúmeros débitos possuem vícios que ensejam o seu cancelamento. Ademais, existem situações as quais a empresa sofreu o protesto de apenas uma Certidão de Dívida Ativa e após o parcelamento deste débito, poderá vir a sofrer o protesto de outras e não terá condições de manter o parcelamento em razão do valor total da dívida. Portanto, é preciso ter cautela e analisar caso a caso.
Desse modo, faz-se necessário apontar algumas possibilidades de suspender a exigibilidade do débito e, por conseguinte o protesto. Portanto, antes de parcelar o débito é recomendável analisar o caso e verificar suas peculiaridades.
A primeira possibilidade a indicar é a prescrição intercorrente. Recentemente eu fiz uma palestra sobre Planejamento Tributário para fins de reduzir o passivo tributário e na referida palestra eu indiquei que em razão de um precedente firmado pelo STJ em 2018, estima-se que mais de 27 milhões de processos de Execuções Fiscais poderiam sofrer reflexos, ou seja, mais de 80% das Execuções Fiscais em trâmite poderiam sofrer os efeitos da prescrição intercorrente.
Isto porque o STJ firmou precedente o qual passados 5 (cinco) anos de inscrição do débito em dívida ativa sem que o Fisco tenha conseguido obter alguma constrição patrimonial – seja por ausência de patrimônio do devedor ou seja pela demora do judiciário – o débito será considerado prescrito, conforme precedente firmado pelo REsp 1340553/RS. Nesse julgado, o STJ alterou o seu posicionamento que exigia a conjugação de dois fatores para a ocorrência da prescrição intercorrente, quais sejam: o decurso do lapso prescricional legalmente previsto e a caracterização de inércia, culpa, atribuída à Fazenda Pública exequente. Agora, com o novo entendimento, não é mais exigível a caracterização de inércia, culpa, atribuída à Fazenda Pública.
Outra hipótese também possível de suspensão de exigibilidade e posterior cancelamento do débito é a ocorrência de decadência. Muitas vezes o débito foi inscrito após o lapso temporal determinado pela lei para a constituição definitiva do débito. Nesse caso, o débito não poderia ser sequer inscrito porque passou a data de constituir a dívida. Contudo, já deparei algumas vezes com lançamento após esse período, o que constitui a decadência e é matéria passível de cancelamento do débito e, por conseguinte cancelamento do protesto.
É possível ainda verificar alguns aspectos tais como: se o fato gerador do débito condiz com o lançamento, se a forma de lançamento está de acordo com o dispositivo legal, se o agente autuante é competente para tal ato e se os valores inscritos estão de acordo com a contabilidade gerada. Ou seja, é possível analisar todos os elementos inerentes a um ato administrativo: (Competência, Finalidade, Forma e Motivo).
Além dessas questões formais de ordem pública, ainda é possível debater sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e COFINS, a qual uma vez reconhecida, pode gerar cancelamento do débito que considerou o ICMS na base de cálculo do PIS e Cofins, conforme o STF firmou entendimento através do julgado RE n.º 574.706/PR.
É possível também verificar se o redirecionamento da dívida ocorreu dentro dos trâmites legais. Isto porque, para que o sócio da empresa seja responsabilizado pelo débito fiscal da empresa, o sócio precisa ter praticado determinados atos estipulados por lei, descritos nos artigos 134 e seguintes do Código Tributário Nacional. Em suma, se a empresa não pagou porque não teve receita e os sócios tiveram condutas diligentes, não exerceram seus atos em excesso e não houve confusão patrimonial, e foram idôneos, a atribuição de responsabilização para os sócios não é devida e, portanto, é possível obter através de vias judiciais o cancelamento do débito e, por conseguinte do protesto.
Enquanto discute essas questões que poderão ensejar no cancelamento da inscrição do débito em dívida ativa, é possível em algumas situações obter a suspensão de exigibilidade do débito e, consequentemente suspender o protesto e obter a Certidão Negativa da empresa ou da pessoa física. Essa suspensão é possível, porque o Código Tributário Nacional, em seu artigo 151, estabelece outras hipóteses de suspensão de exigibilidade do débito além do parcelamento, sendo elas: moratória, depósito do montante integral da dívida, reclamações e recursos do processo tributário administrativo, concessão de medida liminar em mandado de segurança e a concessão de medida liminar ou tutela antecipada em processos judiciais.
Em assim sendo, em determinados casos é possível obter principalmente através da concessão de medida liminar em processos judiciais a suspensão da exigibilidade do débito e, por conseguinte a empresa ou o cidadão poderá obter a certidão negativa do débito enquanto discute a sua validade e cabimento da cobrança.
Como se vê, o parcelamento é uma hipótese que pode vir a ser utilizada para suspensão de exigibilidade do débito e assim evitar que a empresa ou o empresário sofra os efeitos do protesto. Contudo, não é a única opção e também não é a melhor.
É importante lembrar que quando o contribuinte adere ao parcelamento, este interrompe a contagem da prescrição e, portanto, pode inviabilizar qualquer discussão do tema pelos próximos 5 (cinco) anos. Desse modo, a recomendação é que todo aquele que vier a sofrer protesto ou até mesmo constrição patrimonial em razão de algum débito fiscal, procure um profissional especializado em direito tributário para que ele possa analisar a situação, antes de aderir ao parcelamento. Restou demonstrado que é cabível inúmeras discussões acerca da validade e cabimento da cobrança do débito fiscal, devendo o contribuinte não precipitar na tomada de decisão a fim de decidir de uma forma com o menor custo e maior benefício e ainda em observância a legalidade.
julianamoura18.jusbrasil.com.br

APOSENTANDO...E AGORA COMO FICA MEU BENEFICIO?


SE EU ME APOSENTAR AGORA, QUAL SERÁ O VALOR DO MEU BENEFÍCIO?
COMO SIMULAR A RENDA MENSAL INICIAL DO BENEFÍCIO

Em tempos de votação da Reforma da Previdência muita gente tem corrido para tentar se aposentar antes de sua aprovação, com medo de perder direitos, caso a legislação seja alterada.
Mas nem sempre isso é recomendado, pois o Segurado corre o risco da concessão de um benefício não tão vantajoso quanto espera.
Nesta reportagem demonstra-se um pouco que, correr para se aposentar, pode render um benefício irrenunciável após sua aceitação.
Então o que fazer?
Primeiro: direito adquirido é direito que não será perdido.
Se o Segurado já possui as condições de se aposentar pelas regras atuais, mesmo que sobrevenha legislação que altere as normas que seriam aplicadas ao seu caso específico, ele não perde o direito de exercer pelas normas anteriores. Isso é o direito adquirido. Eu deixo de exercer no momento que eu o atingi, mas não perco por exercê-lo em momento posterior, mesmo tendo sido alteradas as regras.
Segundo: faça simulações.
Se você não quer procurar um profissional especialista em direito previdenciário para fazer os cálculos da sua aposentadoria, o próprio INSS disponibiliza ferramentas gratuitas ao cidadão.
O recomendado é procurar um profissional, pois este tem todo o arcabouço jurídico para te orientar, porém se deseja realizar a simulação de tempo de contribuição voluntariamente, você pode fazer aqui.
Importante salientar que, para calcular o valor do seu benefício, primeiro você precisa saber o seu tempo de contribuição. E não basta o cálculo mental, você precisa colocar na calculadora, vínculo por vínculo, contribuição por contribuição, conforme seu extrato previdenciário, Carteiras de Trabalho e carnês de contribuição.
Caso queira uma planilha de contribuições mais completa, inclusive com conversões de períodos especiais para comum, recomendamos esta.

Como faço o cadastro no site Meu INSS para ter acesso ao extrato previdenciário e à calculadora de tempo de contribuição?
Fiz um tutorial com o passo a passo bem aqui.
Já fiz a simulação do meu tempo de contribuição, qual o próximo passo?
Realizar a simulação do valor do benefício pretendido e este você pode fazer aqui.
Para preenchimento de alguns campos da simulação é preciso entender um pouco sobre a diferença entre aposentadoria integral e proporcional, que você pode ler a respeito para saber se se enquadra ou não.
Na última etapa do cálculo é necessário preencher mês a mês os salários de contribuição desde julho de 1994 até a data que estiver fazendo a simulação.
Terceiro: planeje!
Depois de realizadas estas simulações o Segurado pode até ter alcançado o direito ao benefício da aposentadoria por tempo de contribuição, mas o valor do benefício, por exemplo, pode ter ficado bem menor do que o esperado em razão da aplicação do fator previdenciário.
Então novamente a pergunta surge, se eu não quiser me aposentar agora, vou perder o direito de requerer depois?
A resposta é não.
Conforme explicado, o direito adquirido pode ser exercido depois.
O mais importante é não deixar de realizar sua simulação e planejar.
Agora, se você já tem direito a aposentadoria cujo valor é o mais vantajoso possível, porque esperar para requerer o benefício?


FONTE:Jusbrasil.com