APOSENTANDO...E AGORA COMO FICA MEU BENEFICIO?


SE EU ME APOSENTAR AGORA, QUAL SERÁ O VALOR DO MEU BENEFÍCIO?
COMO SIMULAR A RENDA MENSAL INICIAL DO BENEFÍCIO

Em tempos de votação da Reforma da Previdência muita gente tem corrido para tentar se aposentar antes de sua aprovação, com medo de perder direitos, caso a legislação seja alterada.
Mas nem sempre isso é recomendado, pois o Segurado corre o risco da concessão de um benefício não tão vantajoso quanto espera.
Nesta reportagem demonstra-se um pouco que, correr para se aposentar, pode render um benefício irrenunciável após sua aceitação.
Então o que fazer?
Primeiro: direito adquirido é direito que não será perdido.
Se o Segurado já possui as condições de se aposentar pelas regras atuais, mesmo que sobrevenha legislação que altere as normas que seriam aplicadas ao seu caso específico, ele não perde o direito de exercer pelas normas anteriores. Isso é o direito adquirido. Eu deixo de exercer no momento que eu o atingi, mas não perco por exercê-lo em momento posterior, mesmo tendo sido alteradas as regras.
Segundo: faça simulações.
Se você não quer procurar um profissional especialista em direito previdenciário para fazer os cálculos da sua aposentadoria, o próprio INSS disponibiliza ferramentas gratuitas ao cidadão.
O recomendado é procurar um profissional, pois este tem todo o arcabouço jurídico para te orientar, porém se deseja realizar a simulação de tempo de contribuição voluntariamente, você pode fazer aqui.
Importante salientar que, para calcular o valor do seu benefício, primeiro você precisa saber o seu tempo de contribuição. E não basta o cálculo mental, você precisa colocar na calculadora, vínculo por vínculo, contribuição por contribuição, conforme seu extrato previdenciário, Carteiras de Trabalho e carnês de contribuição.
Caso queira uma planilha de contribuições mais completa, inclusive com conversões de períodos especiais para comum, recomendamos esta.

Como faço o cadastro no site Meu INSS para ter acesso ao extrato previdenciário e à calculadora de tempo de contribuição?
Fiz um tutorial com o passo a passo bem aqui.
Já fiz a simulação do meu tempo de contribuição, qual o próximo passo?
Realizar a simulação do valor do benefício pretendido e este você pode fazer aqui.
Para preenchimento de alguns campos da simulação é preciso entender um pouco sobre a diferença entre aposentadoria integral e proporcional, que você pode ler a respeito para saber se se enquadra ou não.
Na última etapa do cálculo é necessário preencher mês a mês os salários de contribuição desde julho de 1994 até a data que estiver fazendo a simulação.
Terceiro: planeje!
Depois de realizadas estas simulações o Segurado pode até ter alcançado o direito ao benefício da aposentadoria por tempo de contribuição, mas o valor do benefício, por exemplo, pode ter ficado bem menor do que o esperado em razão da aplicação do fator previdenciário.
Então novamente a pergunta surge, se eu não quiser me aposentar agora, vou perder o direito de requerer depois?
A resposta é não.
Conforme explicado, o direito adquirido pode ser exercido depois.
O mais importante é não deixar de realizar sua simulação e planejar.
Agora, se você já tem direito a aposentadoria cujo valor é o mais vantajoso possível, porque esperar para requerer o benefício?


FONTE:Jusbrasil.com

TRABALHO INFANTIL, AINDA UMA GRANDE VERGONHA PARA O PAÍS.- NEGROS SÃO MAIORIA ENTRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NESTA SITUAÇÃO!



TRABALHO INFANTIL AINDA É PREOCUPANTE NO BRASIL, DIZ FÓRUM


 Negros são maioria entre crianças e adolescentes nesta situação


Trabalho infantil no Brasil está ligado às condições econômicas das famílias, aponta Dieese
A pesquisa, encomendada pelo Ministério Público do Trabalho, aponta que o trabalho infantil no Brasil está diretamente relacionado às condições econômicas das famílias e não necessariamente a uma questão cultural. Os pesquisadores analisaram as condições de 34 mil lares com crianças e adolescentes de 10 a 17 anos nas regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre.



No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado hoje (12), a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Isa Oliveira, afirmou que atualmente ainda há uma naturalização do trabalho infantil, como se fosse algo positivo para crianças e adolescentes.
“Mas é interessante observar que essa naturalização é para crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, que são vítimas de exclusão social”, disse. A secretária ressaltou que negros são maioria entre crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2016 mostram que o Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Os adolescentes pretos e pardos correspondem a 66,2% do total do grupo identificado em situação de trabalho infantil.
Em relação ao perfil econômico das famílias com crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, 49,83% têm rendimento mensal per capita menor do que meio salário mínimo, sendo consideradas família de baixa renda.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define como trabalho infantil aquele que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua dignidade. É também a forma de trabalho prejudicial ao desenvolvimento físico e mental das crianças, aquela as priva de oportunidades de frequentar a escola.
“O trabalho infantil expõe crianças e adolescentes a muitos riscos de acidentes, de mutilações, de adoecimento e de óbitos, no momento de desenvolvimento que requer muito cuidado, proteção e atenção”, afirmou a secretária-executiva.
A coordenadora do fórum diz que, apesar da redução registrada nos últimos anos, o cenário do trabalho infantil ainda é preocupante no Brasil, sobretudo na faixa etária entre 14 e 17 anos. Ela cita que de 1992 a 2015 houve redução de 65% no número de crianças e adolescentes nesta situação. As ações de fiscalização e programas de transferência de renda como a condicionalidade de frequência escolar estão entre as principais contribuições para o avanço na redução do problema, segundo afirmou.
“A principal estratégia é articular a inclusão escolar, mas garantindo que as crianças e adolescentes permaneçam na escola, aprendam e concluam o ensino básico. Essa estratégia precisa estar articulada com a política de assistência social que tem a responsabilidade de assegurar a proteção social.”
Trabalho infantil por regiões
As crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil estão em atividades como agricultura, pecuária, comércio, nos domicílios, nas ruas e na construção civil. Em 2016, 76,3% do grupo de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhavam em atividades não agrícolas, sendo que os 23,7% restantes estavam em atividades agrícolas.
As regiões Nordeste e Sudeste registram as maiores taxas de ocupação, respectivamente 33% e 28,8% dos 2,4 milhões de meninas e meninos trabalhando.
Nessas regiões, em termos absolutos, os estados de São Paulo (314 mil), Minas Gerais (298 mil), Bahia (252 mil) e Maranhão (147 mil) ocupam os primeiros lugares no ranking. Nas outras regiões, ganham destaque os estados do Pará (193 mil), Paraná (144 mil) e Rio Grande do Sul (151 mil).
Acidentes e mortes
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, o Brasil registrou entre 2007 e 2018, 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos. No mesmo período, 261 meninas e meninos perderam a vida trabalhando.
Legislação
A Constituição brasileira determina que o trabalho é permitido apenas a partir dos 16 anos, desde que não seja em condições insalubres, perigosas ou no período noturno. Nesses casos, é terminantemente proibido até os 18 anos.
A partir dos 14 anos, é permitido contrato especial de trabalho na condição de aprendiz, com o objetivo de oferecer ao jovem formação profissional compatível com a vida escolar.
A proibição é reforçada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que restringe a possibilidade de trabalho a menores de 16 anos apenas a casos autorizados pela Justiça e estabelece os critérios para a contratação de aprendizes. O direito à profissionalização e proteção no trabalho para os aprendizes também está disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA )
O Brasil é signatário de convenções da OIT que tratam da prevenção e erradicação do trabalho infantil. A organização afirma que o Brasil é referência na comunidade internacional nos esforços para a prevenção e eliminação do problema.
Plano de Erradicação
O governo brasileiro lançou no ano passado o 3° Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil com ações de 2019 a 2022. O plano é um instrumento para atender ao compromisso assumido pelo Brasil de eliminar todas as formas de trabalho infantil até 2025.


 Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil Brasília